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Eficácia do Marketing Viral posta em causa

5 Setembro, 2008

O marketing viral é mais uma tendência nas estratégias de comunicação das marcas que tem sido largamente empregue nas mais variadíssimas campanhas. Grandes são os exemplos de sucesso: quem não se recorda da campanha pela Beleza Real da Dove ou a campanha promocional do mais recente filme do Batman, The Dark Knight?

Quando o marketing viral não vem acompanhado de sucesso põem-se em causa a eficácia da campanha mas nunca do método em si. Uma notícia publicada no dia de hoje no bizreport.com indica que um recente estudo conduzido pelo Social Computing Lab da HP pode sugerir o contrário:

New research from HP Labs suggests viral marketing isn’t as quite as potent as everyone seems to think it is and people aren’t as social as they think they are.

Research findings from HP’s Social Computing Lab suggests that consumer recommendations and viral marketing might not be quite as effective as many think and that results were often unimpressive.

The propensity of a consumer to make a purchase does rise with the number of recommendations on offer, found HP’s research, but only at first. The likelihood soon plateaus, they found, and as the number of recommendations increase they become watered down and less extreme in their opinions and potentially of less persuasive value.

The report authors also threw doubt on the value of viral marketing, suggesting the reason for many failed viral marketing campaigns is partly due to the scope and breadth of a person’s circle of friends being over-estimated and usually limited to two or three subgroups.

In a punchy retort, Lee Raito of LeeRaito.com claims, “Viral marketing is not dead, nor will it ever be”, adding that all HP has achieved is to give marketers with failed viral campaigns under their belt an excuse for what was probably just a badly executed campaign.

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Sexo, Maus Anúncios & Rock n’Roll

28 Agosto, 2008

Como povo conservador que somos, dificultamos o trabalho aos criativos com clientes a operar em mercados sensíveis. No mercado dos preservativos, opta-se essencialmente por duas abordagens:

1. Pela Prevenção

2. Pelo Humor

Embora a SSL não invista muito em comunicação para o mercado português, quando o faz estabelece a Durex como um exemplo de bom humor e tacto:

Já a challenger Control - e perdoem-me o trocadilho maldoso – parece não acertar uma…

Rute Silva

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The 4-Hour Workweek

27 Agosto, 2008

Título: 4 Horas por Semana 

Autor: Timothy Ferriss

Editora: Casa das Letras

Preço Fnac: 15,75€

 

Trabalhar Menos, Produzir Mais

Há uma aura de sonho em torno dos milionários. No entanto, as pessoas não sonham com um milhão de euros no banco, mas sim com o estilo de vida que esse milhão pode comprar. Este livro baseia-se na premissa de que tal não é inalcansável. As pessoas que descobriram esta premissa e adoptaram um certo número de princípios constituem uma elite, uma sub-cultura apelidade de “novos ricos”.

Em “The Four-Hour Workweek”, Tim Ferriss conta-nos a sua jornada neste mundo de sonho, destruindo a ideia pré-concebida e imposta pela sociedade segundo a qual é normal, louvável, moralmente correcto e obrigatório trabalhar das 9h às 17h durante 40 anos para só então – na reforma – gozar a vida.

Antes, o autor propõe uma série de passos para se libertar do trabalho escravizante (produzindo mais em menos tempo) e explica como passou de uma semana de cerca de 70h de trabalho (a realidade de muitos marketeers) a receber 40 mil dólares por ano para uma semana de 4h de trabalho a receber 40 mil dólares por mês.

Um livro obrigatório para todos os que pretendem gozar o melhor da vida, sejam empresários ou trabalhadores por conta de outrem.

O que distingue os Novos Ricos das Pessoas Normais

PN: Trabalhar para si próprio     

NR: Ter outros a trabalhar para si

PN: Reformar-se cedo ou jovem

NR: Repartir com regularidade períodos de recuperação e aventuras (mini-reformas) ao longo da vida.

PN: Comprar todas as coisas que se quer ter.

NR: Fazer todas as coisas que se gosta e ser tudo o que se quer ser.

PN: Ser o chefe em vez do empregado.

NR: Não ser nem o chefe nem o empregado mas o proprietário.

PN: Ganhar uma tonelada de dinheiro.

NR: Ganhar uma tonelada de dinheiro com razões específicas e sonhos definidos a perseguir.

PN: Ter mais.

NR: Ter mais qualidade e menos quantidade.

PN: Alcançar a grande recompensa, seja a oferta inicial de aquisição, reforma ou outro pote de ouro qualquer.

NR: Pensar em grande, mas assegurar-se de que a recompensa chega todos os dias.

PN: Ter liberdade para não fazer o que não gosta.

NR: O objectivo não é simplesmente eliminar o mau mas perseguir e experimentar o melhor do mundo.                                            

 

New York Times Bestseller

“4 Horas por Semana não é sobre ficar ocioso – é sobre não nos esquecermos de fazer aquilo que realmente gostamos de fazer. É sobre reescrever as regras de trabalho para ganhar tempo”

                                                                    - The New York Times

 

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Pontapé de saída da Liga Sagres

24 Agosto, 2008

No fim-de-semana de arranque da I Liga, ou melhor da Liga Sagres, seria indelicado não comentar esta grande aposta da Central de Cervejas.

Em entrevista ao jornal Record, Alberto da Ponte, presidente da empresa e adepto leonino (certamente feliz com a vitória face ao estreante Trofense) fala sobre os números envolvidos, as expectativas de retorno, os compromissos assumidos… e claro, a guerra das cervejas!

A oportunidade que levaria ao patrocínio no valor de 10 milhões de euros/época surgiu inesperadamente quando a Bwin abdicou do contrato que detinha até 2010. A Sagres entra na corrida: um estudo encomendado à MyBrands revelara que é o futebol que garante maior visibilidade, identificação e retorno do investimento. Retorno, esse, que na última temporada se estima em 78,2M de euros, segundo números divulgados pela consultora Cision.

“Esses números justificam parte do investiemnto. O futebol está muito ligado ao ADN da marca Sagres, logo há uma associação imediata. Isso provoca um aumento das vendas. (…) Vai também verificar-se um aumento da facturação nos Palop e alguns mercados exportadores.” , explica Alberto da Ponte.

Questionado sobre a chegada da guerra das cervejas ao futebol com a entrada do principal concorrente, opina que “a Unicer não conseguiu apresentar um trabalho tão profissional como o nosso”.

O homem forte da CentralCer elogia ainda o profissionalismo de Hermínio Loureiro e revela que assumiu dois compromissos: projectar a Liga internacionalmente e trazer mais gente aos estádios.

Para tal, arrancou no passado dia 18 a campanha de promoção da Liga Sagres com a assinatura “Venham mais golos”. Esta criação da McCannErickson está presente em TV, Outdoor, Imprensa e caixas MB, totalizando um investimento de 2,5 milhões de euros.

 

As citações incluídas no texto foram retiradas do jornal Record, edição impressa do dia 19 de Agosto de 2008.

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Parabéns Nelson Évora

22 Agosto, 2008

Para quem não sabe, Nelson Évora, campeão Olímpico que conquistou para Portugal a medalha de ouro do triplo salto com a marca de 17,67m também tem um futuro promissor noutras áreas, não fosse ele aluno do curso de Publicidade & Marketing da Escola Superior de Comunicação Social.

Parabéns colega.

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Alguém me explica?

21 Agosto, 2008

Noutro dia, estava eu a folhear a Marketeer deste mês quando me deparo com este anúncio ao Splash, automóvel que se insere na estratégia de crescimento global da Suzuki. A minha primeira reacção foi: “Que raio faz uma splash com a cara de uma miúda no canto superior esquerdo do anúncio? Será um carro de família? Não… é um compacto!” Fui ler o texto publicitário e ainda nenhuma pista. Fui ver o spot no site oficial e nenhuma associação evidente…

É certo que usar crianças na publicidade ganha a simpatia do público, mas o que é que tem o cu a ver com as calças… Alguém me explica?

Rute Silva

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Alterações no Modelo de Negócio do eBay

20 Agosto, 2008

O The New York Times noticiou hoje a intenção do eBay em privilegiar o formato de venda a preço fixo em detrimento do tradicional leilão. Com o o objectivo de competir mais eficazmente com gigantes do e-commerce como a Amazon, será introduzido um novo plano de preços para vendedores que optem por colocar os seus artigos em opção “buy it now” que inclui uma redução das taxas quase na ordem dos 70%.

Após o crescimento das receitas provenientes das vendas em leilão bastante abaixo do esperado – preconizando uma preferência crescente do consumidor pelos intens de preços fixos e uma democratização da compra online – o CEO John Donahoe conduziu uma série de alterações que vão progressivamente alterando o modelo de negócio da empresa. Além da referida descida das taxas, os métodos de pagamento aceites serão limitados ao cartão de crédito e PayPal, e foi ainda estabelecido um acordo com a Buy.com que passará a vender os seus artigos através do eBay sem o pagamento das taxas habituais.

Estas decisões estratégicas têm sido alvo de críticas por parte de vários vendedores independentes por considerarem que favorecem os grandes players. No entanto, a empresa insiste que o modelo de leilão ainda é viável e que pretende oferecer aos compradores e vendedores a escolha entre ambos os formatos.

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Licenciatura em Marketing

19 Agosto, 2008

Se estás a pensar em tirar um curso superior e gostas da área do marketing e da publicidade, aqui fica uma lista das entidades (públicas e privadas) que oferecem cursos nestas áreas.

Marketing

- Inst. Sup. de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE)

- Inst. Sup. de Contabilidade e Administração do Porto

- Inst. Sup. de Contabilidade e Administração de Aveiro

- Inst. Sup. de Gestão

- Universidade da Beira Interior

- Escola Sup. de Tecnologia e Gestão de Mirandela

- Escola Sup. de Gestão de Idanha-a-Nova

- Escola Sup. de Tecnologia e Gestão da Guarda

- Escola Sup. de Tecnologia e Gestão de Leiria

- Escola Sup. de Ciências Empresariais de Setúbal

- Escola Sup. de Tecnologia de Viseu

- Escola Sup. de Gestão, Hotelaria e Turismo de Faro

 

Marketing e Publicidade

- Escola Sup. de Comunicação Social (ESCS)

- Escola Sup. de Gestão de Santarém

- Escola Sup. de Marketing e Publicidade

- Universidade Lusíada

- Inst. Sup. de Ciências Empresariais e do Turismo

 

Marketing, Publicidade e Relações Públicas

- Inst. Sup. de Línguas e Administração de Lisboa (ISLA)

- Inst. Sup. de Entre Douro e Vouga

- Inst. Sup. de Paços de Brandão

 

Gestão de Marketing

- Inst. Sup. de Comunicação Empresarial

- Inst. Portugês de Administração de Marketing (IPAM)

- Inst. Sup. D. Afonso III

 

Marketing e Comunicação Empresarial

- Universidade Atlântica

 

Marketing Farmacêutico

- Escola Sup. de Saúde do Vale do Ave

 

Marketing Turístico

- Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche

 

Recomendadas:

ESCS – www.escs.ipl.pt

ISCTE – www.gestao.iscte.org

IPAM – www.ipam.pt  (PRIVADA)

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Nova Ferramenta de Marketing Digital

19 Agosto, 2008
 
 

 

Lançada em Portugal pela Maxideia, a MaxMailing é uma ferramenta de comunicação digital multi-canal que permite lançar uma campanha direccionada, a partir de uma única plataforma acessível via web.

 

A plataforma inclui cinco canais – SMS, MMS, e-mail, fax e voz – e recursos de segmentação de dados, análise estatística e automatização de campanhas.

 

 O director-geral da empresa, Miguel Gonçalves exemplifica o processo de utilização:

 

“Imaginemos que uma pessoa compra um produto numa cadeia de lojas e se regista como cliente. Um dia antes da data de aniversário desse cliente, o MaxMailing pode enviar-lhe uma SMS a dizer para se preparar para uma surpresa às 10:30 do dia seguinte. E no dia seguinte, às 10:30, o MaxMailing faz tocar o telemóvel do cliente com uma chamada previamente gravada que lhe dá os parabéns e lhe diz que tem um presente na conta de email. E, ao ir ver o correio, o cliente encontra um email enviado pelo MaxMailing minutos antes com uma oferta especial baseada no seu histórico de compras na loja. Tudo isto de forma completamente automatizada, consentida e individualizada.”

(in IOL Diário)

 

O MaxMailing assume-se assim como uma plataforma de comunicação global com benefícios ao nível da eficácia, flexibilidade e facilidade de utilização.

 

Site Oficial: www.maxmailing.com

 

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Portugal no Mapa da Expansão Starbucks

3 Março, 2008

Eixo Estratégico ou Flop Comercial?

“A bica e o cimbalino podem estar prestes a confrontar-se com a concorrência internacional de peso.”

 

11 de Dezembro de 2007. Era esta a frase com que o Diário Económico introduzia a notícia que anunciava a entrada da Starbucks em Portugal em 2008.

 

Desde que saiu esta notícia têm surgido conversas ocasionais sobre se a Starbucks terá ou não sucesso no mercado português. Frequentemente, debato-me sozinha contra os aficcionados da tradicional bica portuguesa. Destas conversas de café, retiro duas conclusões:

  1. As opiniões situam-se em dois extremos opostos – ou se é completamente contra ou completamente a favor, o que revela que ninguém é indiferente à marca;
  2. Geralmente, as opiniões contra têm por base uma mistura entre a ausência de uma experiência prévia com a marca e um sentimento de anti-americanismo.

Mesmo entre colegas de marketing, a premissa mais racional que encontrei foi a de que “Portugal tem uma cultura de café muito vincada que não é compatível com a oferta da Starbucks”. Neste artigo, passo a enunciar as razões por que acredito que a Starbucks pode coexistir com e até mesmo beneficiar da nossa cultura de café.

 

Primeiro, ao contrário do jornalista do Diário Económico, não identifico a bica como concorrente do tipo de oferta da Starbucks. Nada indica que a mesma pessoa que bebe um café depois do almoço não possa desfrutar de um frapuccino ao lanche com os amigos. Julgo não se tratarem de produtos substitutos, pois destinam-se a ocasiões de consumo distintas.

Sim, a Starbucks também vende expresso, mas não é disso que se trata. Starbucks é sinónimo de um ambiente onde se pode relaxar nos sofás, conviver com os amigos, ouvir boa música, navegar na internet e ainda beber especialidades de café servidas por funcionários simpáticos.

 

Em segundo lugar, é certo que o mercado português apresenta especificidades únicas, mas confio na capacidade de adaptação por parte de uma empresa que se preocupa com detalhes e que, como é relatado em “The Starbucks Experience”, teve sucesso numa cultura milenar do chá como o Japão, outro mercado particular e aparentemente difícil.

 

A aposta da insígnia em Portugal exige um grande esforço de adaptação, em parte porque o seu trinómio de sucesso – ambiente agradável, orientação para a comunidade e café de qualidade elevada – se vê reduzido a um binómio, uma vez que todo o café em Portugal é de excelente qualidade. Entre outros factores de adaptação nevrálgicos, saliento o facto do take away perder importância, obrigando a que as lojas sejam maiores e tenham mais espaço sentado e a que os tradicionais copos de cartão possam ser opcionalmente substituídos por chávenas de loiça. O pastel de nata é um must have mas não se descartem os muffins e os brownies – vejamos o exemplo da Mc Donald’s Portugal que primeiro só tinha bolos americanos, tendo depois passado a oferecer pastelaria portuguesa e que actualmente opta por uma conjungação de ambas.

Penso que a localização das lojas seja talvez o maior desafio: se por um lado os hábitos de compra e de consumo dos portugueses passam sobretudo pelos centro comerciais, por outro, este formato de distribuição contraria a política de “terceira casa” da marca.

 

Em terceiro lugar, Portugal é um destino turístico pelo que a base de clientes iniciais não será um problema. Além disso, certamente que os followers seguirão rapidamente os early adopters, rendendo-se à experiência Starbucks, apesar do preço premium. Afinal de contas, somos um dos povos do mundo com maior taxa de aceitação de novidades.

 

Certamente que não representamos um grande potencial de crescimento em termos do volume de negócios gobal da empresa mas atrevo-me a dizer que Portugal é um eixo estratégico na expansão europeia da Starbucks. Permite testar a aceitação do conceito por um mercado semelhante ao Italiano e com um risco menor para a imagem da marca em caso de insucesso.

Rute Silva